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Pitomba: fruta exótica rica em vitamina C

Categorizada como exótica em algumas regiões, a pitomba é um fruto normalmente encontrado desde o Nordeste ao Centro-Oeste do Brasil. Em termos científicos, recebe o nome de Talisia esculenta e pode chegar em torno de 10 a 12 metros de altura, sendo muito comum em locais próximos a mata, quintais e até mesmo praças nas regiões anteriormente citadas. No texto a seguir, será possível conhecer mais aspectos em torno dessa fruta.

Principais características da pitomba

Na pitombeira é possível notar a formação de cachos, que normalmente podem ser colhidos desde o primeiro mês do ano até abril. Seu fruto, a pitomba, também recebe o nome de olho-de-boi e é parente da lichia. Grande parte de seu consumo é in natura, porém, também é usada para o preparo de licor e sucos.

Já que no que diz respeito à sua aparência, a casca levemente rígida apresenta cor amarelo-alaranjado quando a fruta está madura e com o passar do tempo fica marrom. No interior, encontra-se o caroço e a polpa, que é esbranquiçada e a parte ingerida. Seu sabor, é adocicado com um fundo levemente ácido.

Embora em algumas áreas ocorra o cultivo espontâneo, algumas informações ressaltam que o futuro dos pitombeiros é preocupante. Afinal, a cultura extrativista que atinge determinadas localidades, como a Floresta Atlântica, sem a existência de recomposição, pode por em risco a existência de algumas espécies.

Benefícios da pitomba

Há uma notável escassez de informações em torno da pitomba, em especial, sobre os seus benefícios. No entanto, constata-se que a fruta apresente riqueza de vitamina C, que ajuda a potencializar o sistema imunológico, além de ter atividade antioxidante, que ajuda a inibir a ação dos radicais livres, contribuindo assim na prevenção de diversas doenças, incluindo as cardiovasculares.

A pitomba comumente não é utilizada em receitas, pois como citado anteriormente, seu consumo é natural em grande parte dos casos. A presença de vitaminas na fruta, como a C, contribui com uma boa saúde como um todo, por isso, ao aliar a pitomba com uma dieta balanceada e saudável, os benefícios podem ser somados e potencializados.

Conheça outras frutas brasileiras pouco destacadas

Da mesma forma que ocorre com a pitomba, algumas frutas são desconhecidas em determinadas regiões do Brasil. Muitas vezes, pode ser por questões culturais de cada área, porém, esse cenário pode fazer parte da falta de valorização que alguns alimentos recebem. De qualquer forma, uma alimentação variada é importante. A seguir, confira alguns tipos de frutas brasileiras que são razoavelmente ou pouco conhecidas:

Umbú: o umbu é uma fruta nativa do nordeste brasileiro e também recebe o nome de imbú. Tem um grande potencial para as comunidades de produtores, pois além de ser muito nutritiva, também apresenta a oportunidade de renda, seja por meio da comercialização para fins in natura ou da polpa;

Murici: mais presente no cerrado, o murici apresenta uma gama de espécies, estima-se que em torno de 200. No nordeste, é uma das concorrentes da pitomba e de frutas como a graviola e o caju. Além do consumo in natura, também é usado para a produção de geleias, sorvetes, sucos, entre outras opções;

Buriti: essa planta está espalhada pelo território brasileiro de forma farta. No entanto, ainda assim em algumas regiões ainda é desconhecido. De qualquer forma, carrega um grande potencial para a saúde, pois é rico em betacaroteno, vitamina A e C!

Jenipapo: esse fruto pode ser encontrado por todo o Brasil, mais abundante em florestas úmidas. Quando atingem a maturação, os jenipapos podem ser consumidos in natura ou na produção de licores, doces, geleias, entre outras opções;

Guabiroba: esse é um dos nomes populares que o fruto da Campomanesia xanthocarpa produz. Além de guabiroba, a fruta também é chamada é araçá-congonha, guabirova, entre outras nomeações. É uma fruta rica em fibras, vitaminas e sais minerais, sendo assim, oferece benefícios como regular o trânsito intestinal e promover uma melhor disposição;

Taperebá: você provavelmente já ouviu falar dessa fruta, porém, com outro nome, afinal, também é chamada de cajá, cajá mirim e cajazeira. Além de ser rica em fibras, essa fruta também apresenta um teor significativo de vitamina A. Por ser muito suculenta, também é usada na produção de sorvetes, licores, sobremesas, geleias, entre outros produtos saborosos;

Araçá: de nome científico psidium cattheianum, o araçá também é conhecido por araçazeiro, alará-de-coroa-, araçá-manteiga, entre outros. Tem um sabor adocicado, o que permite que seja consumido tanto natural, quanto no preparo de bebidas e doces. Nativa brasileira, a ocorrência natural do araçá é mais abundante da Bahia até o Rio Grande do Sul.

Cambuci: um fruto nativo da Mata Atlântica, o cambuci é um dos nomes que compõem a lista de espécies em risco de extinção. Por essa e por outras razões, é pouco conhecido em determinadas regiões do Brasil. No entanto, ainda há produtores que usufruem e cultivam a fruta, principalmente para produzir sucos, doces e geleias.

Naturalmente, além dessas espécies, existem muitas outras, além de suas variedades. É importante ressaltar o quanto o conhecimento pode significar para inspirar um cultivo e consumo mais evidente das frutas nativas.

Por mais que as informações em torno da pitomba de forma geral ainda sejam escassos, de acordo com o que foi apresentado ao longo do texto, é possível notar que é uma fruta com grande potencial em algumas regiões, principalmente onde o cultivo é espontâneo.

O pequeno fruto é consumido principalmente in natura, ao buscar para adquirir, é importante que esteja em boas condições e que seja em um local de confiança. No entanto, é possível que em algumas áreas seja mais difícil de encontrar a pitomba, justamente pela escassez de consumidores que pode ocorrer.

Outras frutas encontradas pelo Brasil, mais precisamente, nativas brasileiras, foram apresentadas no texto, assim como a pitomba, em diversas regiões, seja por fatores culturais, risco de extinção, entre outras questões, elas não são muito conhecidas. Com o tempo, é possível que muitas frutas nativas entrem em extinção, porém, há pesquisas que visam preservar as espécies.

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