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Rubéola na gravidez: sintomas, prevenção e tratamento

A gravidez é um período complicado, onde a mulher deve tentar ficar longe de todos os perigos possíveis. Entre eles estão algumas doenças, como a rubéola, que pode trazer graves problemas para as crianças. Como essa doença age em uma gestante? Quais problemas ela pode causar? Confira tudo sobre rubéola.

O que é rubéola?

Rubéola é uma doença causada através de um vírus de mesmo nome. Ela passa rapidamente pelas pessoas, onde muitos nem percebem que foram infectados. As manchas começam a aparecer duas semanas depois da exposição ao vírus, podendo ficar no corpo por até três dias. Podem deixar comichão e não possuem um vermelho tão vivo quanto o sarampo. Em alguns casos os sintomas podem durar semanas.

Os adultos podem apresentar dores nas articulações, febre e inchaço na garganta. A rubéola pode trazer hemorragias para os testículos e inflamação nos nervos. Essa doença é um grande problema para mulheres grávidas, que podem abortar o feto ou mesmo fazer com que o bebê adquira síndrome de rubéola congênita. Os problemas são menores se a grávida já tiver passado da 20ª semana de gestação.

Principais sintomas da rubéola

É importante ficar atenta aos principais sintomas que caracterizam essa doença, para ficar longe de pessoas com o problema e não ser contaminada, ou mesmo para buscar tratamento caso esteja grávida e tenha sido atingida. Durante a gestação os sintomas são parecidos, com dor de cabeça, dor muscular e febre acima dos 38º.

A transmissão do vírus pode acontecer sete dias antes dos sintomas e sete dias depois do surgimento das manchas vermelhas pelo corpo. Outros sintomas são a tosse com catarro, dor forte nas articulações, ínguas inchadas próximas do pescoço e pequenas manchas vermelhas que se espalham por todo o corpo.

O que a rubéola pode causar no bebê?

Uma grávida que for atingida pelo vírus da rubéola poderá transmitir alguns problemas para o feto, que vão desde o aborto até malformações. Os principais problemas são a surdez, anemia hemolítica, meningoencefalite, problemas no fígado, como fibrose e transformações em células hepáticas gigantes e púrpura.

A criança poderá nascer com retardo mental, lesões no sistema nervoso, possuindo meningite crônica e vasculite com calcificação. Os olhos não estão a salvo e podem ser atingidos por cegueira, cataratas, microftalmia, glaucoma e retinopatia. A rubéola pode causar ainda problemas cardíacos como estenose da artéria pulmonar, complicações no septo ventricular e miocardite.

Quando a rubéola traz mais riscos?

Além da contaminação por meio de vírus, os problemas podem ser causados devido a vacina contra a doença, caso seja aplicada em uma gestante. O período com maior possibilidade de transmissão para o bebê é durante o primeiro trimestre, assim a criança nascerá com rubéola congênita. As alterações geralmente podem ser percebidas em ultrassons, mas algumas delas surgem ao longo dos primeiros quatro anos de vida da criança.

Como descobrir se a criança foi atingida pela rubéola?

Se a mulher grávida tomou uma vacina contra rubéola ou então foi afetada pelo vírus da doença, deverá realizar rigorosamente todos os exames do pré-natal e outros exames necessários para avaliar o desenvolvimentos dos órgãos e tecidos do feto. Algumas dessas alterações, como no cérebro ou coração, podem ser percebidas entre a 18ª e a 22ª semana de gestação, por meio do ultrassom morfológico.

Ainda assim, outras poderão ser vistas somente após o nascimento da criança, como o caso da surdez. A rubéola congênita poderá ser identificada através de um simples exame de sangue. O teste pode ser feito um mês após o nascimento e novamente com um ano de vida, comparando os resultados apresentados. Se existir suspeita dessa transmissão, é melhor procurar um médico e fazer os testes.

Como é o tratamento para rubéola?

Não existe um tratamento específico para a rubéola na gravidez, já que os medicamentos podem trazer ainda mais problemas para as crianças. O indicado é controlar os sintomas. Os medicamentos aplicados são analgésicos, como paracetamol e outros para controlar a febre. Durante o período com rubéola a mulher deverá ficar em repouso e aumentar a ingestão de líquidos.

Como prevenir a rubéola?

Pelo menos um mês antes de engravidar, a mulher deverá fazer a vacina tríplice-viral, que evita o surgimento de sarampo, caxumba e rubéola. É fundamental evitar a proximidade com pessoas infectadas, que estão no período de transmissão da doença ou de crianças com o problema. A mesma pessoa pode ser infectada mais de uma vez pela rubéola e pode ainda ter a doença mesmo vacinada, embora estes casos sejam raríssimos.

Rubéola congênita

A rubéola congênita é registrada em crianças cuja mãe teve contato com o vírus durante a gravidez. O bebê estará sujeito a diversos problemas, já que esta doença é capaz de calcificar algumas partes do cérebro, gerando surdez e cegueira, entre outros. A criança com este problema pode passar por cirurgias e tratamentos clínicos, com reabilitação ao longo da infância, melhorando a qualidade de vida.

Essa doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra através de secreções respiratórias e de urina, então é indicado que estes bebês sejam mantidos afastados de outras crianças ao longo do primeiro ano de vida. É indicado ainda um acompanhamento constante por parte de pediatras, observando possíveis atrasos no desenvolvimento da criança.

Tratamento de rubéola congênita

Não existe um tratamento específico, já que as medidas variam conforme cada criança. Os sintomas apresentados também não são os mesmos. Nem sempre as complicações trazias pela rubéola congênita poderão ser tratadas, mas o tratamento clínico ou por meio de cirurgia faz com que tenham uma vida melhor. Pensando em aliviar os sintomas dos pequenos, os médicos podem receitar analgésicos, médios contra a febre, anti-inflamatórios não esteroides e imunoglobulinas.

Desde o momento do nascimento, se a mãe teve rubéola durante a gravidez, a criança deverá ser acompanhada por pediatras, cardiologistas, oftalmologistas e neurologistas. É recomendada ainda a realização de seções de fisioterapia buscando ajudar o desenvolvimento motor e cerebral. Em alguns casos os tratamentos facilitam a locomoção da criança atingida por rubéola congênita. Menores alterações são percebidas caso a contaminação tenha sido no fim da gravidez.

O QC Saúde tem caráter totalmente informativo, não recomendamos que você faça nenhum tipo de procedimento ou uso de medicação sem antes consultar um médico especialista.

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