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Sifilis na Gravidez

Sífilis na Gravidez: sintomas e tratamentos

Além das mudanças hormonais que o corpo feminino passa ao longo dos nove meses da gravidez, a mulher deverá ficar atenta para possíveis doenças, que não prejudicam só ela, mas também o bebê. A sífilis é uma delas, transmitida por contato sexual, pode trazer sérias complicações para o feto. Quer saber mais sobre essa doença? Saiba tudo a seguir.

O que é sífilis?

A sífilis consiste em uma infecção transmitida sexualmente gerada pela bactéria Treponema Pallidum. Os sintomas variam de acordo com o estado encontrado. A sífilis pode ser passada ainda de mãe para filho, ao longo da gestação ou no momento do parto, gerando a sífilis congênita. Essa doença pode ser comprovada por meio de análises de sangue.

Como é feita a transmissão da sífilis?

Algumas mulheres acabam contraindo essa doença depois que estão grávidas e isso representa perigo ao bebê. A sífilis pode ser transmitida por beijos, caso o portador tenha alguma lesão na boca, através do sexo oral, anal ou vaginal. Hoje em dia são raros os casos de transmissão por meio da utilização de seringas. Existe uma possibilidade remota de contrair a doença em vasos sanitários, banheiras ou realizando atividades do cotidiano.

Perigos da sífilis na gravidez

O vírus pode ultrapassar a barreira formada pela placenta e atingir o feto. Neste momento a criança passará a ter sífilis congênita. As consequências vão desde abortamentos precoces ou tardios até o nascimento de bebês prematuros. Os bebês que conseguem sobreviver geralmente nascem com malformações cerebrais, como a microcefalia.

Existem outras alterações bem comuns, como mudanças ósseas, cegueira e lábio leporino. Se o bebê for afetado já no fim da gestação, existe chance de nascer com hepatite. Outra possibilidade é a infecção na hora do parto, se acontecer algum problema com o canal vaginal. Mais de 90% das crianças atingidas durante a gestação apresentam problemas clínicos.

Tipos de sífilis

A principal delas é a sífilis primária, transmitida devido ao ato sexual, caso a pessoa tenha lesões infecciosas. Lesões na pele da pessoa contaminada podem surgir até 90 dias após a transmissão. As lesões podem trazer dor e podem ocorrer fora os órgãos genitais, mas em menor chance. Nas mulheres é comum que se alojem no colo do útero, daí a possibilidade de transmissão para o bebê.

Existem ainda a sífilis secundária, que é uma evolução do primeiro caso quando não tratado. A sífilis latente, onde a pessoa está infectada, mas não tem sintomas. A sífilis terciária, que pode trazer sérias complicações a todo o organismo. E a sífilis congênita.

Sífilis congênita

Em alguns casos a sífilis passa despercebida pela mãe e é percebida somente por meio de exames, enquanto isso a doença age no feto. Na maioria dos casos as infecções causam anomalias congênitas graves. Porém, realizando o tratamento correto é possível eliminar as bactérias antes que elas tragam problemas para o bebê. As infecções secundárias, que são adquiridas antes da gravidez, raramente atrapalham o feto.

Normalmente a transmissão da sífilis congênita é mais comum após o quinto mês de gestação, podendo levar a óbito intrauterino, abortamento, parto prematuro, crescimento retardado e decesso neonatal. A chance de transmissão é maior na primeira gravidez da mulher, reduzindo nas seguintes. Os sintomas podem demorar para aparecer nas crianças.

Diagnóstico da sífilis

A descoberta da bactéria Treponema Palidum pode ser feita por meio de exame de sangue VDRL. É fundamental que a grávida passe por esse procedimento, para que o tratamento adequado seja realizado e a transmissão para o feto seja evitada. A gestante deverá fazer esse tipo de teste várias vezes ao longo dos nove meses, garantindo a segurança do feto.

Especialistas confirmam que a maioria dos casos são descobertos tarde, complicando o tratamento e aumentando as chances de a criança nascer com a doença, apresentado problemas de formação. O Ministério da Saúde indica que em 2013 36,3% dos casos foram diagnosticados na parte final da gravidez, na mesma época somente 24,8% dos casos foram identificados logo no começo.

Como fazer o tratamento de sífilis na gravidez?

Se você está grávida e foi contaminada pelo vírus da sífilis, o melhor a fazer é consumir um antibiótico conhecido por penicilina benzatina, o único do mercado que impede a transmissão para o feto. Ele deve ser aplicado por meio de injeção intramuscular, onde a dosagem varia de acordo com o estágio da doença. As gestantes podem tomar em qualquer período da gravidez.

O parceiro sexual também deverá realizar o tratamento, para impedir que o caso volte a acontecer. É indicado evitar relações sexuais até que o casal esteja totalmente curado. Se uma mulher tem o problema e pretende engravidar, o melhor a fazer é tratar com cuidado, já que demora algum tempo para que a bactéria seja completamente eliminada do organismo.

Quanto tempo demora para os sintomas aparecerem no bebê?

Os sintomas da sífilis congênita são classificados de duas formas: recente e tardio. No primeiro caso eles aparecem ao longo dos dois primeiros anos de vida da criança, geralmente após o terceiro mês. No segundo caso, esses sintomas passam a surgir após os dois anos de vida, trazendo deformações nos dentes, surdez, alterações oculares, dificuldades de aprendizagem e retardo mental.

Aumento nos casos

A sífilis durante a gravidez tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2004 a taxa em menores de um ano era de 1,7 casos para cada 1.000 nascidos vivos. Nove anos mais tarde, em 2013, este índice subiu para 4,7 casos. A partir disso tem sido crescente a preocupação com essa questão. No mesmo período, a mortalidade infantil por sífilis subiu de 2,2 para 5,5 a cada 100 mil nascidos vivos.

Como evitar a sífilis?

A melhor maneira de evitar a sífilis, seja ao longo da gravidez ou em outros períodos da vida, é por meio da utilização de preservativo durante as relações sexuais. Ter a doença uma vez não impede de ser atingido novamente no futuro. A utilização da camisinha é ainda mais importante para quem mantém atividades sexuais com diferentes parceiros.

O QC Saúde tem caráter totalmente informativo, não recomendamos que você faça nenhum tipo de procedimento ou uso de medicação sem antes consultar um médico especialista.

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