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Trombofilia na gravidez

Trombofilia na gravidez: sintomas e tratamento

A gravidez é um período de transformações na vida da mulher. O corpo adquire peso, se preparando para a geração de um novo ser. Neste momento, a circulação sanguínea passa a acontecer de maneira diferente do que nos outros momentos da vida. Um dos problemas que pode surgir com isso é a trombofilia. Quer saber quais os seus sintomas e o que ela pode causar nos bebês? Confira a seguir.

O que é trombofilia?

A trombofilia é uma das etapas anteriores ao desenvolvimento da trombose, podendo ser causada por dificuldades na coagulação do sangue, gerando os coágulos, conhecidos como trombos. Esse problema pode ser hereditário ou adquirido conforme vai passando o tempo, sendo popular durante a gravidez, já que a mulher fica mais inchada e o sangue nem sempre circula como deveria.

Quando a situação é de trombofilia hereditária, é gerada por causas genéticas, já na situação de adquirida, além da gravidez, pode ser gerada por câncer, imobilização prolongada, devido a utilização de medicamentos para controle hormonal ou anticoncepcional e no puérbio, que é o período de 45 dias após o parto. As pessoas obesas também podem sofrer com trombofilia.

Trombofilia é perigosa para grávidas?

Sim. Durante a gestação o sangue feminino passa a ser mais espesso, dessa forma aumentam as possibilidade de entupir uma das veias da mulher, gerando dificuldade de circulação deste líquido na região da placenta. Se metade das veias da placenta entupirem, ela passa a se descolar antes da hora, causando assim um dos principais problemas devido a trombofilia nas grávidas.

Em outras situações parte das veias da placenta podem ser bloqueadas. Dessa forma o fluxo sanguíneo diminui e menos nutrientes passam a chegar no bebê. Assim sendo, a trombofilia está relacionada com dificuldades no desenvolvimento do feto. A gestante com trombofilia tem mais chances de adquirir pré-eclâmpsia e de abortar.

Perigos da trombofilia hereditária

A trombofilia hereditária geralmente é menos grave do que aquelas que surgem ao longo da vida. Na verdade, a questão mais importante a ser considerada é a da própria mulher, caso o histórico dela apresente algum outro caso deste tipo ou de trombose, as chances de retornar na gravidez são grandes. Se alguém da família, como pai, mãe ou irmãos tiveram infarto, AVC ou morte súbita antes dos 50 anos a questão da trombofilia deve ser investigada.

Parto com trombofilia

Depois do parto os níveis de coagulação aumentam naturalmente, evitando hemorragias e sangramentos maiores. Dessa forma, mulheres com trombofilia devem passar por parto normal, embora em outras situações a cesárea possa ser recomendada.

Gravidez e mudanças no sangue

A gravidez é um período de muitas transformações na vida da mulher e isso envolve alterações na coagulação do sangue. Dessa forma, é maior a chance de desenvolvimento da trombose venosa profunda, até mesmo para mulheres que não possuem trombofilia. Na verdade, isso é um mecanismo automático do corpo para proteger contra hemorragias do parto.

Quais os sintomas da trombofilia?

Um dos principais alertas da trombofilia é o inchaço repentino. As mulheres grávidas que apresentam pré-eclâmpsia antes das 34 semanas de gestação devem ficar ainda mais atentas para os sintomas. Se a barriga da mãe não crescer muito, é bom verificar a situação com o médico, já que nestes casos o desenvolvimento do bebê não será pleno.

Situações que contribuem para a trombofilia

Existem alguns fatores de risco que colaboram para o surgimento da trombofilia durante a gestação. Entre eles estão a gravidez gemelar, onde a mulher passa a produzir mais coagulação. Se ficar desidratada o sangue engrossa, então é bom cuidar dessa questão. Mulheres viciadas em drogas ou cigarro, que estão acima do peso e em idades avançadas fazem parte do grupo de risco e devem indicar os cuidados logo cedo.

Como evitar a trombofilia?

Especialistas recomendam que a mulher grávida tome alguns cuidados para não desenvolver este problema, como utilizar meias elásticas, praticar algumas atividades físicas durante o dia e frequentar o obstetra regularmente, garantindo o controle clínico da situação. É recomendado ainda que a gestante se mantenha bem hidratada, ingerindo muita água.

Tratamento para trombofilia

Após os exames terem sido realizados e o problema diagnosticado, é hora de começar o tratamento. O médico poderá recomendar a utilização de heparina ou ácido acetilsalicílico. Embora o tratamento seja realizado da maneira correta, a gravidez sempre será de alto risco. Realizar o pré-natal de maneira completa é fundamental, garantindo o acompanhamento da mãe e do bebê.

O tratamento sobre a trombofilia é único e começa baseado na origem do problema, com a utilização de remédios que ajudem a afinar o sangue. Ao longo do tratamento devem ser realizados diversos exames de sangue, avaliando a condição dos anticoagulantes. A situação pode ser conduzida por um clínico geral, médico da família, angiologista ou hematologista.

Grávida pode viajar de avião?

Se a mulher já tem histórico de trombofilia na família e está grávida, deverá tomar alguns cuidados extras durante o voo. É recomendado que sejam realizados antecipadamente exames na mãe e no bebê, garantindo que a situação está tranquila. Os médicos costumam liberar viagens com trajetos curtos, que tenham no máximo 4 horas de duração. Enquanto estiver no avião, de tempos em tempos é bom se levantar e dar uma caminhada, reduzindo a chance de o problema aparecer posteriormente.

Quem tem trombofilia pode engravidar?

Sim. Mulheres com trombofilia também podem ser mães. Mas, é necessário redobrar os cuidados, para evitar maiores complicações ao longo dos meses da gestação. Para isso, é necessário que a trombofilia esteja diagnosticada e passe por um acompanhamento antes da gravidez. O médico obstetra deve estar a par da situação. Dessa forma os riscos serão menores para a mãe e para o bebê.

As maiores complicações surgem a partir do terceiro trimestre da gravidez, quando a saúde do feto deve ser conferida através de diferentes tipos de exames. No momento do parto, seja normal ou cesárea, é preciso que os médicos cuidem da estabilidade do estado da mulher. O puerpério é a fase de maior risco para a mulher com trombofilia, já que neste período ela pode desenvolver trombose.

O QC Saúde tem caráter totalmente informativo, não recomendamos que você faça nenhum tipo de procedimento ou uso de medicação sem antes consultar um médico especialista.

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