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Xilitol

Xilitol: saiba tudo sobre o adoçante – Benefícios, como consumir e mais!

No mercado há diferentes tipos de adoçantes, bem como o Stevia, sacarose e o famigerado xilitol. Para ter ideia, apenas com uma colher de chá, o adoçante é cerca de 40% menos calórico que o açúcar branco, vilão dos dias atuais.

A princípio, a diferença parece relativamente pequena, entretanto, bastam alguns dias de uso do xilitol para economizar muitas calorias que seriam ingeridas a mais apenas por causa do uso de açúcar no planejamento alimentar.

Por essa razão, preparamos este conteúdo exclusivo sobre o adoçante xilitol. Será que ele pode ser usado na dieta indiscriminadamente? Saiba mais nos próximos tópicos.

O que é o Xilitol?

O xilitol é uma substância classificada como um álcool açucarado, derivada da xilose, um monossacarídeo que pode ser encontrado de forma natural em muitos legumes e frutas comuns.

Para fins comerciais, o xilitol costuma ser extraído diretamente do milho ou então da casca de bétula. Apesar de os fabricantes afirmarem que o adoçante xilitol é natural, a substância que chega à mesa dos consumidores passa por uma série de processos químicos, tornando o xilitol um produto diferente à xilose presente nos vegetais.

Deste modo, o xilitol passa por muitas etapas, envolvendo o uso de:

  • Carvão ativado;
  • Óxido de cálcio;
  • Acido fosfórico
  • Ácido sulfúrico.

Sendo assim, o xilitol se transforma em uma substância branca, completamente em pó e com sabor adocicado.

O produto final é levemente é em média 5% menos doce que o açúcar, mas apresenta 60% menos calorias que o outro derivado da cana de açúcar. Ah, o xilitol pode ser obtido da cana-de-açúcar também.

Xilitol

Como o xilitol foi descoberto

O adoçante passou a ser comercializado há mais de 70 anos, quando a Finlândia sofreu com um grande desabastecimento de açúcar por causa da Segunda Guerra Mundial.

Estudiosos procuravam uma alternativa ao açúcar e foram capazes de extrair o xilitol dos vegetais de maneira em que a substância pudesse ser amplamente usada em diferentes tipos de alimentos e produtos.

Por que utilizar o Xilitol?

Grandes organizações de saúde promovem o uso do xilitol como uma alternativa mais saudável em relação ao açúcar refinado, uma vez que, além de ser menos calórico, o derivado da xilose também possui impacto menos agressivo acerca da glicemia sanguínea.

Em suma, boa parte dos alimentos consumidos pelo homem causa variação nas taxas de glicose – porém alguns, como o açúcar de mesa, por exemplo, são ainda mais impactantes ao organismo.

Deste modo, quanto maior o efeito de um determinado alimento sobre os níveis de açúcar, maior será seu índice glicêmico.  Enquanto o nível glicêmico do açúcar está próximo de 70, o do xilitol é baixíssimo, apenas 7.

Ou seja, isso significa que o adoçante promove pouco dano na glicemia e não causa tantos problemas quanto o açúcar.  Ainda assim, embora seja responsável por reduzir os riscos de diabetes, essa propriedade do xilitol também está relacionado à diminuição de cáries nos dentes.

Por essa razão, o adoçante pode ser encontrado em gomas de mascar, produtos voltados aos portadores de diabetes, alimentos light, dentre outros produtos.

Benefícios do xilitol

Apesar os seus efeitos tenham sido estudados apenas em animais, algumas vantagens do xilitol indicam que o adocicador pode ser uma opção ao açúcar no que diz respeito à prevenção da síndrome metabólica.

De acordo com estudos recentes, publicados no Annals of Nutrition and Metabolism e desenvolvidos na Universidade de Kwazulu-Natal, na África do Sul, a usabilidade do xilitol resultou em uma redução no peso e na concentração de insulina e glicose na corrente sanguínea de ratos com até seis semanas de vida.

Outra pesquisa feita com ratos mostrou que os parâmetros fisiológicos dos roedores que haviam sido alimentados com xilitol durante duas semanas apresentaram diminuição do acúmulo de gordura visceral, bem como na concentração de níveis de insulina. Em contrapartida aos ratos que não receberam a substância, os animais tratados com xilitol apresentaram ainda um aumento grandioso nos genes relacionados à oxidação de células gordurosas.

Dessa forma, percebe-se que o xilitol pode ser usado para diminuir as chances de obesidade e reduzir o aparecimento de outros fatores associados à síndrome metabólica.

Efeitos Colaterais do xilitol

Embora apresente algumas vantagens, como o controle da glicemia e combate à obesidade, quando consumido indiscriminadamente, o xilitol pode promover alguns efeitos desagradáveis.

Por sua vez, o xilitol tornou-se uma alternativa mais atraente aos olhos de quem quer deixar de consumir o açúcar de mesa. Isso porque ele possui valor energético muito baixo, fator que resulta na não metabolização do adoçante pelo organismo.

Dessa maneira, uma vez que o xilitol segue praticamente inalterado pelo sistema de digestão, muitas vezes reagindo com os demais alimentos presentes no caminho. O resultado disso é conhecido como a fermentação do bolo alimentar, que tem como principal efeito colateral a formação de gases, a famigerada flatulência.

Por conta disso, pessoas que consomem o xilitol diariamente podem aparecer com distensão abdominal, assim como náuseas e até mesmo diarreia depois de ingerir alimentos que foram adoçados com a substância. Entretanto, apenas uma grande concentração de xilitol pode ocasionar esse tipo de problema. Para quem usa moderadamente, o mesmo só tende a proporcionar benefícios.

Afinal, xilitol faz mal?

Não é certo dizer que o adoçante xilitol faz mal, pois, além de ser aprovada pela ANVISA, a substância também é um dos itens considerados como seguro pela agência reguladora norte-americana, a FDA.

Outras instituições, como a European Union’s Scientific Committee for Food e a Organização Mundial da Saúde também tem o xilitol como um adoçante seguro e que não promove nenhum tipo de mal à saúde.

Pesquisas analisando os efeitos do adoçante sobre a saúde em longo prazo vêm demonstrando que a substância pode ser usada sem nenhuma preocupação.

Para ter ideia, em um dos estudos, participantes ingeriram uma média de 1,5 quilos do adoçante durante o mês, com um limite diário de 430 gramas. O estudo durou dois anos e nenhuma das cobaias apresentou qualquer problema relacionado a isso

Mesmo que as pesquisas indiquem que doses de até 50-60 gramas de xilitol não promovem prejuízos à saúde, não existe quantia exata que possa ser usada sem trazer nenhum tipo de desconforto gástrico às pessoas.

De forma geral, o xilitol pode ser ingerido em balas, chicletes, gelatinas, produtos light e diets, mas o recomendado é que não seja consumido em receitas gastronômicas.

Para utilizar o xilitol, o ideal é substituir o açúcar aos poucos, para, assim, o corpo se acostumar com a nova substância e, dessa forma, acostumar com outro tipo de adoçante.

O QC Saúde tem caráter totalmente informativo, não recomendamos que você faça nenhum tipo de procedimento ou uso de medicação sem antes consultar um médico especialista.

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